Pages

Subscribe:

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Seis palmos abaixo da terra.

                Eu ainda vejo a luz invadindo o horizonte, mas pensando bem, talvez seis palmos seja muito fundo para sentir qualquer brisa e eu esteja apenas delirando. Essa luz que não quer ir embora não me deixa dormir e parece que estão brincando comigo, pois toda vez que minhas pálpebras sucumbem ao cansaço a luz fica mais forte, forçando-me a abrir os olhos. Porém toda vez que os abro, a única sensação que tenho é de ofuscamento. Sinto que às vezes estou perto de achar as perguntas para minhas respostas, quando na verdade gostaria de achar as respostas para minhas perguntas. Lembro de toda minha luta para que as pessoas fossem ensinadas a perguntar, e quando percebo o resultado de todos esses anos, lágrimas vêm aos meus olhos. Noite inteira, noite fria, noite calada, espero por você, espero pelo seu apreço e sua mão.  Não sei se estás escondida nas sombras desse infinito túnel, ou se você realmente não está aqui, mas eu ainda consigo, ainda consigo sentir seu calor me dizendo para seguir sempre em linha reta, que meu caminho ainda está incompleto e que minha luz ainda precisa ser maior que a que me ofusca.