Como está meu amigo? Você parece estar indo bem. Bem para um menino de cinco anos. Apesar de seus poucos anos, há quanto não o vejo? Talvez uns dez, ou até doze anos? Vejo que apesar de meu tempo fora, você não mudou absolutamente nada. Seu jeito irreverente, sua mania de se sujar tão fácil e todas suas ações destemidas que muitas vezes acabam em machucados parecem não ter sumido de você. Vejo também que você continua livre, e que seus caminhos ainda percorrem os muros da vizinhança, e quando os mesmos acabam ainda há as velhas ruas inclinadas clonadas de São Francisco. Ah meu querido, eu invejo essa sua predisposição e sua valentia para sair em busca do inatingível e das limitações a serem superadas. Reconheço que você tem muitas perguntas para mim, mas acredite, eu tenho muito mais perguntas para você. Você é sábio, tem o coração puro e o sorriso da inocência. Tens o corpo frágil de uma criança, mas o amor de um criador, fazendo os mais próximos terem receio de suas atitudes, com medo que um dia você se magoe profundamente.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
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