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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quando rivedo il ritratto...


        Como está meu amigo? Você parece estar indo bem. Bem para um menino de cinco anos. Apesar de seus poucos anos, há quanto não o vejo? Talvez uns dez, ou até doze anos? Vejo que apesar de meu tempo fora, você não mudou absolutamente nada. Seu jeito irreverente, sua mania de se sujar tão fácil e todas suas ações destemidas que muitas vezes acabam em machucados parecem não ter sumido de você. Vejo também que você continua livre, e que seus caminhos ainda percorrem os muros da vizinhança, e quando os mesmos acabam ainda há as velhas ruas inclinadas clonadas de São Francisco. Ah meu querido, eu invejo essa sua predisposição e sua valentia para sair em busca do inatingível e das limitações a serem superadas. Reconheço que você tem muitas perguntas para mim, mas acredite, eu tenho muito mais perguntas para você. Você é sábio, tem o coração puro e o sorriso da inocência. Tens o corpo frágil de uma criança, mas o amor de um criador, fazendo os mais próximos terem receio de suas atitudes, com medo que um dia você se magoe profundamente.